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A Crise Explicada
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capítais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BMF, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifu.
 * autor do texto desconhecido. Caso alguém conheça avise que coloco o crédito.
Escrito por Laerte Késsimos às 13h55
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Foi uma manhã muito triste hoje. Entrei no blog do Guzik, como sempre, pra acompanhar as peripécias do meu amigo. E me deparo com um post muito, muito triste. Amo o "Risco de Vida" e por isso estendo o apelo, comprem esse livro. Conheçam um dos mais belos romances já escritos sobre o ser humano e sobre o amor.
VOCÊS PODEM ME AJUDAR A EVITAR A DESTRUIÇÃO DE 'RISCO DE VIDA'?
Terminou faz tempo meu contrato com a Editora Globo, que não reeditará "Risco de Vida". O livro não foi um sucesso. Da edição original de três mil, ainda há uns 400 exemplares nos depósitos da editora. Vão ser postos a venda. Os que não forem arrematados serão picotados e transformados em aparas. Peço aos leitores deste blog, se puderem, que me ajudem a evitar a destruição do "Risco". Quem ainda não tem o livro poderia comprá-lo pelo Submarino ou pelo site da Editora Globo, já que nas livrarias ele não é encontrado faz tempo. Quem já tem, poderia comprar pra dar de presente pra alguém. Me dói pensar nesse livro, que escrevi com tanta paixão e que até hoje vem apaixonando tanta gente, picotado e destruído.
extraído de: http://os.dias.e.as.horas.zip.net/
Escrito por Laerte Késsimos às 13h36
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