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A Gente morre, mais cedo ou mais tarde
Acabei de chegar em casa. Terminamos hoje a temporada de "Divinas Palavras". Eu moro aqui perto do cemiterio da consolação, e como não tenho estacionamento no meu prédio, deixamos o carro num estacionamento na Consolação, Perto do posto de gasolina da Petrobrás. Deixamos o carro e seguiamos pra casa quando ouvi uma derrapada, me virei e vi o choque de dois carros. Um carro cruzou a consolação no sinal vermelho e outro que subia o atingiu em cheio. Resolvi chegar perto ligar pro socorro, pedir ajuda. Enquanto ligava pra emergência e avisava os detalhes, vi o motorista do carro que cruzou no sinal fechado, inconsciente, sendo socorrido por sei eu lá quem, chegou uma moça e disse: "Eu sou enfermeira, alguém ferido?" e se pos a ajudar. Finalizei a chamada de emergência, um socorro já estava a caminho. "Tem algum ferido?" perguntava o policial ao telefone. E um cara inconsciente, tremendo em convulsões a minha frente. Os outros dois do carro pareciam bem. Um tinha um ferimento na cabeça e o outro o ajudava. O cara que bateu o carro dele no outro que passou o sinal vermelho, não parecia ter sofrido nada, estava sentado no meio-fio falando no celular. Lembrei da Concha de "A Vida na Praça Roosevelt" todo mundo morre, mais cedo ou mais tarde." Liguei pra uma amiga e disse que tinha visto um acidente e ela me disse: "Não fique assim, todo mundo morre mesmo." Pois é, a gente morre mesmo.
Escrito por Laerte Késsimos às 02h27
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