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Dia 16 de novembro,
próxima sexta estréia da minha nova peça "Divinas Palavras", da Cia Os Satyros.
Meu primeiro papel de vilão mexicano.
Serviço: "Divinas Palavras"
texto: Ramón Dell Valle-Inclán Tradução e adaptação: Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez
Elenco: Silvanah Santos, Alberto Guzik, Ivam Cabral, Cléo De Páris, Nora Toledo, Laerte Késsimos, Phedra D. Córdoba, Angela Barros, Daniel Tavares, Fabio Penna, Marba Goicocchea, Mariana Olivaes, Soraya Aguillera e Tiago Leal Cenário e Figurinos: Márcio Vinícius
Trilha Sonora: Ivam Cabral
Iluminação: Rodolfo García Vázquez
Programação Visual: Laerte Késsimos
Fotos: Luciana Camargo Direção: Rodolfo García Vázquez
Patrocínio: Programa de Fomento ao Teatro da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo
Espaço dos Satyros Um
Praça Roosevelt, 214 - Tel. 3258 6345 - www.satyros.com.br Sexta e Sábado às 21h30 e Domingos às 21h00
3 e 10 de dezembro às 20h00 Lotação: 70 lugares - Acesso a Deficientes - Ar Condicionado
Duração: 90 minutos - Desaconselhável para menores de 14 anos R$ 25,00 - desconto de 50% para estudantes, classe artística e terceira idade R$ 5,00 para moradores da Praça Roosevelt
Sinopse: A peça fala da história de um aleijado que é exposto por sua mãe, uma velha mendiga e alcóolatra, nas feiras e romarias. Quando a velha tem um ataque fulminante, dá-se iníico a uma disputa entre a irmã e a cunhada pela fonte de renda que representa a herança, o aleijado. Concordam em partilhar o aleijado para angariar esmolas em dias alternados. A cunhada, porém, deslumbrada com a vida das estradas, um belo dia quebra o acordo e desaparece pelo mundo afora.
Até 16 de dezembro
Escrito por Laerte Késsimos às 09h45
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BLIZ NA PRAÇA - NA MÍDIA
São Paulo, quinta-feira, 8 de novembro de 2007  Mônica Bergamo
BLITZ NOS SATYROS
"Estamos chocados"
Há alguns dias, a prefeitura de SP recolheu as mesas e cadeiras do bar do grupo Os Satyros, na praça Roosevelt, reduto de artistas independentes (mas que atrai famosos também) da cidade. Motivo: o bar não tem alvará. "Sabemos que infringimos a lei. Mas estamos aqui há sete anos e, agora, vieram com um caminhão e levaram tudo. Ficamos chocados", diz o ator Ivam Cabral, diretor da companhia. Ele falou à coluna:

FOLHA - O bar nunca teve alvará? IVAM CABRAL - É tudo tão contraditório. Nunca tivemos alvará, fomos fechados e acabamos de ganhar R$ 300 mil da prefeitura para manter o teatro em 2008. O bar é um ponto de encontro. Muitas peças são decididas aqui. Além disso, é só ocupando as calçadas, as ruas que se consegue impedir a violência, humanizar a cidade.
FOLHA - Vão procurar nova sede? CABRAL - Não sairemos daqui. Quando chegamos à praça [Roosevelt], era tudo escuro e os moradores evitavam a própria rua por medo de assalto. Agora, somos queridos por eles. Os meninos que dormiam na praça são hoje nossos iluminadores, parceiros. Se formos embora, o lugar voltará a ser amedrontador. O jeito é ocupar as calçadas, as ruas. Não poder ocupá-las é ditadura. A autuação, segundo a prefeitura, foi motivada por denúncias de moradores sobre barulho e dificuldade de transitar nas calçadas.
 O secretário das Subprefeituras, Andréa Matarazzo, diz que "os teatros Satyros e Parlapatões são essenciais para a revitalização da praça", mas que o bar, para funcionar, precisa de alvará. "Vamos tentar resolver o problema", diz.
São Paulo, quinta-feira, 08 de novembro de 2007 Prefeitura precisa "assumir reforma física", diz fundador de grupo teatral
DA REPORTAGEM LOCAL
Para Rodolfo García Vázquez, fundador do grupo de teatro Os Satyros -localizado na praça Roosevelt desde dezembro de 2000- o local já foi um dos mais perigosos de São Paulo. Segundo ele, a situação melhorou com a iniciativa dos teatros da área, sem auxílio do poder público, que agora precisa fazer a sua parte com a reforma. Nos últimos meses, ele percebeu um aumento de moradores de rua no local. "Conversei com alguns deles. Tinham sido expulsos da cracolândia." A seguir, trechos da entrevista. (AB)

FOLHA - O senhor vê uma evolução da praça nos últimos anos? RODOLFO GARCIA VÁZQUEZ - Quando chegamos à praça, em dezembro de 2000, a Roosevelt era considerada um dos locais mais perigosos do centro de São Paulo, comparável à cracolândia em violência e número de assassinatos. Com o decorrer dos anos, pela ação dos teatros principalmente, a praça passou a ser uma área de cultura e arte, rodeada de vários bolsões de prostituição e tráfico [como a rua Augusta e a Rego Freitas]. A convivência pacífica em uma região tão cheia de problemas é surpreendente e se tornou tema de estudos. Tudo isso foi feito sem nenhuma ajuda direta do governo, de planos mirabolantes e projetos caros. Agora, cabe ao poder público realizar a sua parte e assumir a reforma física da praça, a fim de potencializar a sua vocação cultural.
FOLHA - Como o senhor avalia a demora para a obra começar? -VÁZQUEZ - Acredito que não é uma falta de prioridade, mas sim fruto de um processo burocrático lento e sujeito a milhares de fatores. Pelo que sabemos, a verba do BID já está disponível para a reforma. Falta agora justamente a finalização dos detalhes do projeto e a abertura de licitação para a realização da obra.
FOLHA - A praça está degradada? VÁZQUEZ - Do ponto de vista urbanístico, a praça nunca foi vista como um exemplo de urbanismo bem-sucedido. Ao contrário, a convivência dos moradores e dos paulistanos com ela sempre foi cheia de problemas, devido a uma série de fatores (estrutura, forma de utilização e localização). Nós, dos Satyros, sentimos, principalmente nos dois últimos meses, uma afluência muito grande de moradores de rua e pedintes. Com eles, novos problemas chegaram. Cheguei a conversar pessoalmente com alguns deles. Tinham sido expulsos pela polícia da cracolândia. Esta nova população encontrou na praça o local ideal para se instalar: uma área abandonada, que era anteriormente o espaço do supermercado e da escola infantil. Expulsá-los da praça seria uma solução localizada que favoreceria a praça, mas não seria solução nem para eles e nem para a cidade. Nós temos que resolver de forma abrangente esta questão.
FOLHA - Quais são os pontos positivos da praça? VÁZQUEZ - Entre os pontos positivos, está a concentração privilegiada de espaços teatrais, que trazem cultura e lazer bem no centro da cidade, tornando-a um ponto de encontro cultural democrático e efervescente.
Escrito por Laerte Késsimos às 09h17
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