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Franz, o preparador de mortos
É. Começaram essa semana os ensaios de "Inocência", o novo espetáculo dos Satyros. O texto da dramaturga alemã Dea Loher (A Vida na Praça Roosevelt) é fascinante. Direção de Rodolfo García Vázquez (Prêmio Shell 2006 Melhjor Diretor/Prêmio Qualidade Brasil 2005 Melhor Diretor). O elenco por enquanto é formando por: Ivam Cabral, Alberto Guzik, Fabiano Machado, Cléo De Páris, Nora Toledo, Soraia Saide, Angela Barros (Indicada ao Prêmio 2006 Shell de Melhor Atriz), Silvanah Santos, Daniel Tavares, Tatiana Pacor e eu. O Rui Xavier (Os Assassinos de Inès de Castro) será nosso assistente de direção e preparador corporal.
A personagem que eu farei se chama Franz. É um preparador de Mortos. Por enquanto só vou contar isso. Ainda não tenho muitas intimidades com "ele". Mas não se assustem se a partir de hoje esse blog ficar um pouquinho "morbido".
FRANZ _ Funerária. Recolho os mortos, lavo, visto, amortalho, e ponhos todos no caixão. Pausa. Sinto a sua pele. A vida que vai se esfriando muito devagar, deixando um rastro incandescente.
Escrito por Laerte Késsimos às 23h59
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E vem lançamento por ai...
E em breve teremos o lançamento do novo livro de Santiago Nazarian. Eu tive a honra de fazer a arte final da capa. A ilustração é do Marco Túlio R. que também fez as ilustrações da parte de dentro do livro. Deixo a arte da capa, e um trechinho do livro pra dar vontade:
 A arte da capa, e a foto da orelha por Daniel Luciancencov.
Esse é o primeiro parágrafo de "Mastigando Humanos", uma grande sátira ao underground. Para começar, todos os personagens tem nomes de estações de metrô...
"Eu fiz uma longa viagem para chegar até aqui. Não nasci em berço de ouro, para depois ser jogado na privada. Nem fui criado às margens desta poluída cidade. Tive uma infância e adolescência ordinárias, como a maioria da minha espécie, e talvez tenha até demorado um pouco para seguir meu próprio caminho, mas não demais. Afinal, os caminhos abertos a nós sempre foram abertos por outros, não são nossos, real ou exclusivamente. Assim, enquanto minha juventude ainda fluía intensa pelas correntezas, deixei que ela me levasse e eu seguisse o seu chamado. Poderia lamentar ter desaguado num esgoto, mas, como todos os jovens, sempre quis provar o gosto dos subterrâneos."
Escrito por Laerte Késsimos às 11h12
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