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Pessoal,
a família Satyros está em festa. A peça "A Vida na Praça Roosevelt" foi indicada ao Prêmio Qualidade Brasil em duas categorias:
Melhor Espetáculo e
Melhor Diretor para Rodolfo García Vázquez.
E também nossa querida amiga Fernanda D'Umbra foi indicada na categoria Melhor Atriz Teatral Comédia pelo espetáculo "As Mulheres da minha vida"
Criado pela International Quality Service I.Q.S., com o apoio do governo italiano, o Prêmio Qualidade Brasil tem suas indicões realizadas por críticos, mas o resultudo final será definido por uma votação que está sendo realizada pela Internet. Qualquer um pode votar. O endereço é:
Quem já viu "A Vida Na Praça Roosevelt" e quizer votar é só entrar no link acima, e quem não viu está convidado.
****A VIDA NA PRAÇA ROOSEVELT
Texto: Dea Loher. Tradução: Christine Röhrig. Direção: Rodolfo García Vázquez. Elenco: Alberto Guzik, Ângela Barros, Fabiano Machado, Ivam Cabral, Nora Toledo, Soraya Aguillera, Soraya Saíde, Cléo De Páris, Daniel Tavares, Julio Carrara, Laerte Késsimos e Tatiana Pacor. Duração: 120 minutos. Censura: 14 anos. SERVIÇO
| Local: |
Espaço dos Satyros (INFORMAÇÕES) |
| Preço(s): |
R$ 20,00. Moradores da Praça Roosevelt pagam R$5,00 |
| Data(s): |
de 20 de agosto a 18 de dezembro. |
| Horário(s): |
sábado, 21h; domingo, 20h30. |
Escrito por Laerte Késsimos às 00h15
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Sozinho?

Outra do ensaio que no ônibus.
Estamos todos no mesmo barco.
Todos parados esperando que algo vá cair do céu.
Todos achando que somos mais especiais do que a vida os permitem ser...
Todos sonhando com o prêmio da loteria.
Ninguem sabe o que realmente está acontecendo, e isso deixa a todos sozinhos. Esperando.
Escrito por Laerte Késsimos às 15h52
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Me esqueço

Um ensaio que fiz num ônibus.
Eu me lembro dos brinquedos antigos, do cheiro da casa da avó, do boi preto do quintal escuro. Eu me lembro das pequenas malvadezas de crianças, os pequenos pecados, do abuso da inocência. Lembro da dor, e do prazer. Eu me lembro das paixões de criança na escola, do fascínio secreto pela coleginha loira de sardas na cara, da busca, de um encontro. Eu me lembro da revolta aquele dia que fugi de casa, do falta que senti aquele dia que você não avisou que não ia me busca, de não ser escolhido no jogo de futebol. De uma sensação boa que eu devia ter sentido algum dia na vida, mas por algum motivo qualquer eu não senti ainda. Eu me lembro da chuva, dos seus cabelos, do seu sorriso molhado, me lembro que não existia presa e que pra nos dois o tempo corria em outra direção, num sentido desconhecido. Me lembro dos seus olhos, da sua boca me pedindo um beijo "daquele" jeito. Eu me lembro das lágrimas, da despedida desmedida, do horizonte assustadoramente poluído, do chinês amigo, da cidade grande. Do medo, da necessidade, do começo ou de algo que se possa chamar assim. Eu me lembro do encontro com a miséria, com o humano, de algo que se pareça comigo mesmo. Me lembro de um fim de tarde amarelado numa praça, me lembro de uma senhora comendo feliz um saquinho de coco desses que se vende no pipoqueiro. Me lembro quem sou. Me esqueço.
Escrito por Laerte Késsimos às 11h03
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